quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Captain Beyond: coadjuvantes do Rock'n'roll.


O que falar sobre uma banda composta em seu line-up clássico basicamente pelo primeiro, esquecido e menosprezado primeiro vocalista do Deep Purple Rod Evans (Tá, ele gravou os 3 primeiros discos do Purple, que na minha opinião, são muito bons, mas as pessoas sempre lembram ou do Gillan ou Coverdale no Purple, e alguns do Lynn Turner, mas isso não vem ao caso), Rhino Reinhardt (Guitarrista do Iron Butterfly, que infelizmente apesar da sua magnífica discografia psicodélica, é lembrada somente pela clássica "In a Gadda da Vida"), Lee Dorman (Baixista do já citado Iron Butterfly) e Bobby Caldwell (Baterista que também tocou no Armageddon com Keith Relf, esse que é o vocalista e fundador do Renaissance e do Yardbirds. Fora isso, esse estupendo baterista tocou também com o grande Bluesman Johnny Winter em algum dos seus mais clássicos e importantes discos) e que conseguiu o mérito de ter gravado um disco espetacular e cultuado pelos fãs de Rock'n'roll até hoje? E é sobre esse disco que irei falar.

Esse disco talvez seja o único álbum realmente significativo e de fato bom na discografia dessa banda, mas essa pérola foi o suficiente para garantir o lugar dela na história da música pesada. Certamente o Captain Beyond merecia muito mais destaque do que teve, mas enfim, não irei alongar mais sobre a importância dessa banda.

O play auto-entitulado conta com 13 faixas que vão desde o Rock mais pesado (Ah o Hardão setentista!) até músicas mais complexas, trabalhadas e progressivas.

A primeira faixa, "Dancing Madly Backwards (On a Sea of Air)" é uma música com uma gostosa levada de bateria. E quem tiver a oportunidade, escute com atenção a faixa "Myopic Void" que consegue alternar momentos pesados e partes mais trabalhadas e com maior complexidade.

Mas o grande destaque desse disco é "Mesmerization Eclipse", simplesmente estupenda. E "Raging River of Fear", uma pauleira nos ouvidos fecha o lado A do vinil (Sorte minha ter essa pérola na coleção).

O lado B é mais progressivo, mas igualmente fantástico, com músicas mais complexas e elaboradas, como "As the moon speaks", "I Can't Feel Nothin'" e "Thousand Days of Yesterday", todas elas divididas em duas partes.

Infelizmente essa banda não conseguiu fazer nada após esse disco que merecesse algum destaque (O segundo disco, Sufficiently Breathless é até bacana e dá para ouvir numa boa, mas é muito inferior ao primeiro)

Altamente recomendável o primeiro disco do Captain Beyond. Corram atrás dele o quanto antes!

That's all, folks.


"Dancing Madly Backwards"Dancing Madly Backwards (On a Sea of Air)". (On a Sea of Air)".

Comédias clássicas.

Quem não gosta de rir? Principalmente com comédias clássicas, seja dos anos 50, 60, 70 ou 80 (Essa foi uma época boa, com filmes que nos faziam e ainda nos fazem chorar de tanto rir), um humor escrachado, nonsense, atrevido, debochado ou irônico.

Estava olhando minha coleção de dvds e resolvi selecionar alguns filmes que não assistia há um bom tempo e me deu vontade de escrever não só sobre eles, mas sobre comédias que ao longo do tempo tornaram-se e certamente merecem a alcunha de clássicas.

Quanto mais quente melhor com a eterna musa Marylin Monroe (Uma das mulheres mais lindas da história na minha opinião) que nesse filme provou (Na minha opinião) o quanto sabia atuar, em uma comédia leve e boa para ser assistida em boa companhia.

Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love The Bomb, um dos filmes mais obscuros do mestre Stanley Kubrick, uma comédia totalmente nonsense, eu lembro de ter assistido pela primeira vez quando era pequeno e ter adorado a cena do Peter Sellers na bomba, uma das cenas mais memoráveis da história do cinema na minha opinião, e altamente recomendável.

Eu poderia recomendar muitos filmes do Woody Allen aqui, um mais engraçado que o outro, mas recomendarei apenas 3: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Manhattan e Um Assaltante bem Trapalhão. Tá bom, Bananas também pode entrar nessa lista. Quem não assistiu, corra na locadora e alugue!

Não poderia deixar de citar 2 clássicos da minha adolescência: Porkys (Melhor comédia adolescente de todos os tempos) e Picardias Estudantis (Quando o Sean Penn era apenas um comediante e não o grande ator que é atualmente) que eu não consigo deixar de rir toda vez que assisto. Quem não lembra do Jeff Spicoli (Volte a fazer comédias, Sean Penn, haha) ou o Pee Wee do Porky's?

Apertem os Cintos o piloto sumiu! Desenterrei do baú esse clássico com Hilariantes trejeitos, sátira aos filmes de desastre na aviação, fanáticos religiosos, comerciais de TV e amor romântico... tudo gira em rápidas sequências. ALUGUEM!

E não posso deixar de citar Mel Brooks, um gênio das comédias, criador do seriado Agente 86 (Passa naquele canal Nickelodeon) que dirigiu e escreveu inúmeros clássicos, como Like Stinks, O Joven Frankenstein, S.O.S - Tem um louco solto no espaço, História do mundo, entre outros clássicos.

Fora as comédias clássicas marcadas por dublagens em português, como Loucademia de Polícia, Corra que a Polícia vem aí, Top Gang, Uncle Buck, Antes só do que mal acompanhado e outros que merecem um carinho especial.

Enfim, eu poderia falar muito mais sobre esse gênero, mas ficarei por aqui, mas não sem deixar uma lista de filmes altamente recomendáveis:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_das_melhores_com%C3%A9dias_estadunidenses_segundo_o_American_Film_Institute

Boa diversão!

D

Rory Gallagher, o herói esquecido do Blues/Rock'n'roll




Um dos meus guitarristas preferidos, tanto em sua belíssima e criativa carreira solo quanto no Taste (Um power trio tão foda e na minha opinião, no mesmo nível do Cream, Mountain, Grand Funk Railroad e Beck, Bogert & Appice, pela riqueza da sua música, mas infelizmente o Taste quase nunca é citado) que em seus 47 anos de vida conseguiu além de se tornar o maior músico da história da Irlanda (Thin Lizzy me perdoe mas...) conseguiu fazer o que sempre quis: Tocar o seu som recheado de feeling e honestidade.

Após gravar o seu primeiro disco auto-entitulado em 1971, a sua carreira começou a decolar à partir do lançamento de seu segundo disco, "Deuce", cujo resultado foi um álbum elétrico, sem overdubs, pouca produração e repleto daquele espírito "Cru e ao vivo". Recomendo que comprem (Ou baixem) e escutem com atenção e carinho "In your town" e "Crest of a Wave". Abaixo coloquei 2 links das músicas que citei.

http://www.youtube.com/watch?v=75aJIDqTYsQ
http://www.youtube.com/watch?v=83u_152Rtak



Ele também gostava muito de tocar ao vivo, o contato com o público, pois assim ele podia sentir toda a energia dos mesmos. Pelo que assisti em um dvd dele, era no palco onde ele se sentia à vontade para se expressar.

Recomendo que escutem o Live in Europe e o Irish Tour 74, 2 clássicos e verdadeiras aulas de como fazer Blues/Rock. O Live at Mountreux também é bom, mas não tanto quanto os 2 citados anteriormente. Mas Rory Gallagher é sempre foda, de qualquer jeito.

Enfim, toda a sua discografia é altamente recomendável, mas fora o disco que recomendei acima, recomendo também Blueprint, Tattoo, Against the Grain e o Photo-Finish, nessa ordem, hehe.

Ele também gravou um maravilhoso disco com Muddy Waters, na verdade algumas sessões, chamado The London Muddy Waters Sessions (ESCUTEM!), o LIVE com o mestre do Blues Albert King e o The Session com o Jerry Lee Lewis.

Espero que gostem dessa minha recomendação. Um abraço a todos.





Coisas não reconhecidas e que não obtiveram o seu devido reconhecimento.

Sempre reparei como a mídia dá valor a artistas e coisas em geral superestimados e que talvez não tenham tantos méritos para merecer a "rasgação de seda" e esquece de algumas pérolas da música, subestimados e esquecidos, por isso, criei esse Blog não apenas para falar de música "underrated" e sim de das maravilhosas coisas esquecidas e deixadas de lado, darei valor a elas e farei boas recomendações, eu espero.

PS: Não falarei apenas disso, falarei sobre qualquer coisa que eu quiser, quando eu quiser e como eu quiser, hehe.